20/07/2007

Vagueando perdida pela relva do jardim

Sabes amor, hoje acordei a pensar em ti. Até este momento ainda não me saíste do pensamento. Fui passear à tarde pelo jardim. Vi a tua imagem reflectida na água do rio, vi o teu rosto contornado no azul do céu, senti, no perfume das flores a tua fragância. Fechei os olhos, e, por instantes senti-te ali comigo. E pude tocar -te de novo...delinear o teu rosto... Pareceu-me de repente, ouvir o som tua voz... abri os olhos novamente. Eu sei que não estás aqui...mas vejo que na relva fresca do jardim, um casal apaixonado troca miminhos de amor... sorriem, olham-se tocam-se, beijam-se...riem felizes das suas loucuras. L Lembras-te amor, das nossas loucuras? Também nós, um dia sorrimos como eles... brincámos como eles... na relva do jardim. Sabes o que vejo a minha volta? O que poderímos ter sido: o casal apaixonado rolando pela relva do jardim; Uma jovem família passeando à beira-rio; O casal já velhote, no banco ao fundo do jardim, observando ao seu redor,conversando... quem sabe recordando, o que um dia também já viveram, na realva do jardim... A velhinha vestida de negro, de olhar triste, distante, de rosto cansado...sozinha... por não ter ali, o amor da juventude, o companheiro de uma vida, o amigo, o marido, o amado... Tudo o que poderíamos ter sido, está hoje, diante de mim. E agora resta só a velhinha de olhar triste... coração vazio... com ar cansado... por te esperar. Se soubesses amor, como sinto a tua falta... estarias também tu deitado comigo, na relva deste jardim.

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